Minicurso 04
L'Oeuvre e Mocidade Morta: dois romances de artistas
Em 1899, Gonzaga Duque publica, no Rio de Janeiro, um "romance de artistas" no qual apresenta considerações acerca das artes plásticas, notadamente da pintura nacional, bem como uma representação da vida da boêmia artística carioca do final do século XIX. Trata-se dos anseios e do destino de um grupo de artistas, os "Insubmissos", desejosos de estabelecer - tomando como referência as "novidades" da arte francesa - reformas na arte brasileira. Segundo eles, nossos artistas deveriam ser capazes de formar uma oposição vitoriosa contra a arte em vigor, fundar ateliers livres, organizar exposições independentes, criar uma "corporação" - idéias que os levam a organizar, no Rio de Janeiro, um "Zut" tropical - arremedo , ao mesmo tempo, da tendência do Impressionismo francês e da interjeição constantemente proferida pela "francesinha" Henriette.omo refere estabelecer - tomando de um grupo de artistamance de artistas" no qual apresenta consideraç Em L'Oeuvre (1886) Zola representa o meio artístico francês do final do século XIX, sob a perspectiva do protagonista-artista Claude Lantier. Enquanto "romance de artistas", Mocidade morta reflete os procedimentos empregados, entre outros, por Zola, em L'Oeuvre (1886).Portanto, o objetivo do minicurso a ser apresentado é o de propor, através de uma abordagem comparatista, reflexões acerca dos dois romances.
Profa. Dra. Norma Wimmer (UNESP/ São José do Rio Preto)
Áreas em que se insere: Literatura Francesa, Literatura Comparada